Indicadores: o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico no Município

 

A palavra empreendedorismo é muito utilizada no século XXI, para caracterizar empresas inovadoras que geram algum impacto no dia-a-dia das pessoas e que, geralmente, apresentam um “q” de criatividade que é a cereja do bolo, não importando o nível de instrução do empreendedor, mas sim sua “visão de mundo”. Em outras palavras, sua capacidade de ver solução diferente para um problema e, assim, simplificar a vida de um grupo ou da população de um determinado lugar.

Podemos dizer que este processo é simples, mas ao mesmo tempo não é! Requer um passeio para fora da zona de conforto; passar a olhar à nossa volta com visão crítica e sonhadora, como se fôssemos exploradores de uma floresta desconhecida, em busca de algo que ainda não sabemos o que é, mas que será revelador e poderá, sim, fazer a diferença.

Para termos ideia do quão importante é a atividade para nossa sociedade, estudos já concluem que municípios mais empreendedores são, consequentemente, mais desenvolvidos. Fácil fazer esta relação: quanto mais práticas forem as soluções para nossos problemas, melhor conseguimos atender às necessidades sociais, passando a um estágio de integração econômica, e promovendo um efeito arraste.

Um indicador que mensura o desenvolvimento econômico, podendo ser utilizado como paralelo ao nível empreendedor do local é o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Em alguns municípios brasileiros, por exemplo, já se constatou que os que apresentam maiores índices exibem alto nível de atividades empreendedoras.

Vejamos um pouco sobre o desempenho deste índice para algumas cidades de nossa região, tendo como ano base 2013:

Os dados equivalem ao ano de 2013 para cerca de 5570 municípios brasileiros e, mesmo não estando atualizado para 2017, podemos ter uma ideia de como as cidades mostradas estão atualmente, apenas por observarmos se foi feita ou não política de promoção ao desenvolvimento local nos últimos anos (que possa, claro, ter surtido efeito significativo ao ponto de mudar sua posição no ranking).

Sapucaia encontra-se apenas acima de Chiador e Além Paraíba, dentre os selecionados, o que mostra que apresentamos desenvolvimento moderado. Desmembrando o índice, podemos analisar o que está se passando:

Identificamos, então, que o índice de emprego e renda, de acordo com a classificação dada pela Firjan, está aquém dos demais, o que pode ter feito a diferença ao comparar o município com os outros. Há muito a ser melhorado, principalmente no quesito geração de empregos e circulação da moeda na economia local. Isto é primordial para nos tornarmos destaque positivo na região.

Por mais que um dado econômico seja, às vezes, genérico, ele pode mudar nossa percepção dos fatos, dando-nos um olhar diferenciado que pode mudar verdadeiramente a realidade.

 

Nunca devemos nos esquecer de que tudo o que existe hoje, um dia, já foi sonhado.

Sonhar, então, é o primeiro passo. O segundo é agir. O terceiro, colher os frutos. E o, quarto, semeá-los novamente.

Paula Esquerdo

Economista

*Artigo publicado na revista SEFAZ, 4ª edição.